05/04/2017 às 08h02

Alunos da UFCG integram ONG internacional que leva luz a comunidades carentes

Dez postes serão instalados no mês de maio na cidade de Campina Grande

Uma ideia simples, econômica e ecologicamente sustentável que já vem transformando a vida de milhares de pessoas pelo mundo desde 2011, promete em breve mudar também a vida daqueles que moram em comunidades sem energia elétrica no estado da Paraíba. A Organização Não- Governamental (ONG) “Litro de luz”, fundada nas Filipinas e que atua em 21 países com o objetivo de levar iluminação às regiões onde esta não existe ou é precária, deverá realizar sua primeira ação em Campina Grande no mês de maio.

Serão implementados postes e outras maneiras de iluminação utilizando garrafas pet, painéis solares e lâmpadas de led. Na cidade, o projeto é tocado por 35 pessoas, a maioria estudantes dos cursos de Engenharia Elétrica, Administração e Economia da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

Integrante de tecnologia da célula de Campina Grande da ONG, o estudante de Engenharia Elétrica Gabriel Quirino Fechine diz que após a ação piloto na cidade, a intenção é expandir o projeto e buscar parcerias.

“Vamos fazer nossa primeira ação aqui no próximo mês, no bairro do Mutirão. Serão instalados dez postes. Faremos nosso primeiro teste para ver como a comunidade vai receber a iniciativa. Se tudo der certo, voltaremos ao Mutirão e instalaremos mais 30 postes. Esse é o formato que se usa no “Litro de luz”: você faz uma ação teste na comunidade, vê como é a receptividade e depois volta pra completar a iluminação. Aqui em Campina tem vários bairros que precisam, principalmente os mais afastados. A nossa ideia é sempre continuar. Depois do Mutirão, a gente vai buscar outros lugares. Temos interesse em parcerias e temos algumas maneiras de contrapartida, como workshops. Precisamos muito disso para que o nosso projeto aconteça”, explicou.

Fechine destaca ainda que em breve a equipe do projeto será ampliada, com a contratação de mais doze profissionais das áreas de desenvolvimento social, comercial, gestão de pessoas, jurídico, marketing e financeiro, com o objetivo de incrementar as ações locais da organização, melhorando os produtos já existentes e desenvolvendo novos. Os interessados deverão preencher um formulário disponível no link http://bit.ly/2o8JzWe, até a próxima sexta-feira, dia 07. Mais informações podem ser obtidas através do e-mail contatocampinagrande@litrodeluz.com.

Início – A primeira semente do “Litro de luz” foi plantada em 2002, com o mecânico mineiro Alfredo Moser. Proprietário de uma oficina, Moser sofria com apagões constantes na sua região. Pensando em uma solução para resolver o problema, o mecânico teve a ideia de encher uma garrafa pet com água e cloro (para evitar que ela se tornasse verde por causa da proliferação de algas) e colocá-la no teto. Dessa forma, a garrafa refletia a luz do sol e a espalhava para toda a oficina. Em 2011, o filipino llac Angelo Diaz, diretor executivo da fundação de caridade MyShelter, achou a ideia interessante e a difundiu. Nas Filipinas, onde, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), um quarto da população vive abaixo da linha da pobreza, com menos de um dólar por dia, e a eletricidade é muito cara, a ideia deu tão certo, que as lâmpadas de Moser foram instaladas inicialmente em 140 mil casas. No Brasil, cerca de 200 mil famílias vivem sem energia elétrica. O projeto “Litro de luz”, que já atua em São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Santa Catarina e Amazonas, chega ao estado da Paraíba com a esperança de transformar a vida de centenas de pessoas que vivem essa realidade.

Clique aqui para assistir a reportagem sobre o projeto exibida no último domingo (2) no Fantástico.

Fonte: UFCG

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