19/07/2017 às 08h15

Tecnologia da F-1 vai ajudar a salvar vidas de bebês doentes

Equipamento transporta bebês por carro, ambulância ou helicóptero

Berço especial para bebês gravemente doentes (Foto: Williams/Divulgação]

As tecnologias desenvolvidas para os carros da Fórmula 1 já impactaram muitos outros setores além dos próprios automóveis, da aeronáutica ao ciclismo, do transporte público à análise de dados.

Agora essa tecnologia está ajudando a desenvolver um berço especial para bebês gravemente doentes.

A equipe Williams, que gasta mais de R$ 420 milhões a cada ano nos seus carros, está empregando seus conhecimentos técnicos e materiais para criar um tipo diferente de transporte para os bebês recém-nascidos que precisam de remoção urgente.

O Babypod 20 é uma caixa leve e macia com uma tampa transparente e um interior altamente acolchoado. Ele foi feito para transportar bebês que estão gravemente doentes seja por carro, ambulância ou helicóptero.

Ele parece básico, mas é resultado de um processo de desenvolvimento intenso. O material usado no design – fibra de carbono – é o mesmo utilizado nos carros da F1.

O porta-bebê está sendo construído pela Williams Advanced Engineering, a irmã dos negócios do time da Fórmula 1. A empresa está trabalhando no projeto em parceria com a Advanced Healthcare Technology, uma companhia que desenvolve sistemas de transporte para bebês há vários anos.

Impacto de 20G

Carregar recém-nascidos de um lugar para outro não é fácil. Eles precisam ser mantidos em uma temperatura constante e protegidos de vibração e barulhos enquanto são monitorados de perto por uma equipe médica.

No passado, eram usadas incubadoras. Mas elas são equipamentos pesados e desajeitados que demandam um fornecimento elétrico externo e muitas vezes veículos especialmente adaptados para carregá-las.

O novo berço pesa 9,1 kgs e ocupa relativamente pouco espaço, além de poder suportar o impacto de até 20 vezes a força da gravidade – para o caso de a ambulância que o estiver carregando se envolver em um acidente, por exemplo.

O porta-bebê já está sendo testado pelo Serviço de Transporte de Crianças (CATS, na sigla em inglês) do Hospital Infantil Great Ormond Street em Londres. Cada berço high-tech custa £ 5,000 (R$ 21,3 mil).

Fonte: Diário da Saúde

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