27/11/2017 às 15h31

Incubadoras aperfeiçoam estratégias para atuar com negócios de impacto

ITCG recebe visita de representantes do Instituto de Cidadania Empresarial (ICE)

Representantes do Instituto de Cidadania Empresarial (ICE) iniciaram, em outubro, a programação de visitas às cinco incubadoras selecionadas na segunda edição do Programa de Incubação e Aceleração de Impacto. O objetivo é acompanhar os primeiros passos da implementação dos planos de ação apresentados pelas incubadoras, participar de ações de sensibilização, aprofundar o relacionamento com os gestores e conhecer os negócios em processo de incubação. Veja a seguir o roteiro das visitas

Região Sul

No dia 4 de outubro, a equipe visitou o Instituto Empresarial de Incubação e Inovação Tecnológica (IEITEC), em Canoas (Rio Grande do Sul), e participou do Workshop Setor 2.5 – Negócios de Impacto Social Ambiental Positivo. Mais de 60 pessoas, entre empresários, empreendedores e representantes de universidades e gestores de incubadoras do estado compartilharam experiências e tiveram a oportunidade de conhecer a temática de negócios de impacto.

Célia Cruz, diretora-executiva do ICE, e Fernanda Bombardi, gerente-executiva, foram as palestrantes do evento ocorrido na sede da incubadora fundada em 1989 pelo SIMECAN – Sindicato das Indústrias Metal-Mecânicas e Eletroeletrônicas de Canoas e Nova Santa Rita. A instituição atua nas áreas de tecnologia da informação, informática, plásticos, telecomunicações, petróleo, gás, naval, eletrotécnica, metalurgia, logística, meio ambiente, biotecnologia, energia, saúde. “Um dos temas em discussão no IEITEC é a necessidade de incluir o apoio da indústria em seu plano de ação, para que ela possa participar do fomento aos negócios de impacto incubados”, afirma Fernanda Bombardi.

Além do workshop, a equipe do ICE participou de uma reunião com integrantes da REGINP – Rede Gaúcha de Incubadoras de Empresas e Parques Tecnológicos, instituição que promove o crescimento das Incubadoras e dos parques tecnológicos associados, por meio de ações institucionais que fomentem geração de renda, novos produtos, empregos e sustentabilidade econômico-financeira. A programação incluiu ainda visitas a negócios incubados pelo IEITEC.

Região Norte

O Programa de Incubação de Empresas de Base Tecnológica da Universidade Federal do Pará (PIEBT/Universitec/UFPa) e o Parque de Ciência e Tecnologia Guamá (PCT Guamá), em conjunto, foram as instituições selecionadas pelo Programa de Incubação e Aceleração de Impacto, na Região Norte. Criado em 1995, é uma iniciativa pioneira na Região Amazônica que visa atender demandas locais por serviços especializados na criação e no posicionamento de empresas de base tecnológica no mercado, aproveitando o potencial dos recursos da biodiversidade.

A equipe do ICE participou do workshop Conexões-Novas Narrativas de Negócios, nos dias 17 e 18 de outubro. Mais de 100 pessoas participaram do debate sobre empreendedorismo de impacto. “O mais importante é que 40% do público era de empreendedores que, em geral, não participam de eventos desse tipo”, comenta Fernanda.

Outro aspecto que chamou a atenção da equipe do ICE é que existem inúmeras oportunidades de criação de negócios de impacto na região, a maior parte voltados para a preservação da floresta. “Esse é um tema ainda desconhecido no nosso universo. Temos muito que aprender, como impactar a vida das pessoas, como criar modelos de negócios que ajudem a preservar a floresta em pé. A realidade local é um fator determinante no plano de ação estruturado pelas incubadoras. Na região sul, a questão é incluir a indústria. Na região norte, é a preservação da floresta”, constata Fernanda.

Região Nordeste

A visita à Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Criativos e Inovadores (ITCG), em Campina Grande/Paraíba, foi programada para coincidir com a realização, nos dias 28 e 29 de outubro, da 14ª Feira de Tecnologia de Campina Grande (FETECh).

A FETCh é organizada pela Fundação Parque Tecnológico da Paraíba (Fundação PaqTcPB) e pela ITCG. Acontece desde 1988 e tem como foco principal a pesquisa e o desenvolvimento, unindo tecnologia a produtos inovadores e investimentos, e busca a promoção do ecossistema empreendedor na Paraíba. “Aproveitamos o evento para conhecer os atores locais e sensibilizá-los para a temática de impacto social. A agenda foi intensa, com cinco palestras sobre temas diferentes”, destaca Fernanda.

“Esse é um mega polo tecnológico, um dos mais avançados na temática de impacto social. A ITCG participou da primeira edição do Programa de I&A de Impacto, em 2015, mas não foi selecionada. O trabalho continuou, a incubadora avançou na consolidação da estratégia e, em 2016, ela foi considerada elegível para o Programa. Além disso, um dos negócios incubados (Sinapse Virtual) foi finalista na chamada ICE – BID”, conta Samir Hamra, analista de programas do ICE.

Outro aspecto significativo é a vocação da incubadora para negócios de impacto na área de educação. “Conversamos com empreendedores de cinco empresas da área de educação que podem ser considerados negócios de impacto e já estão no portfólio da incubadora. Não se trata de um direcionamento estratégico; aconteceu naturalmente em função da percepção dos desafios identificados na área de educação”, explica Fernanda.

A trajetória percorrida trouxe avanços expressivos. “Eles já têm critérios de seleção, de acordo com o potencial de impacto, para os negócios que serão incubados. Já adequaram o processo de incubação para permitir a abordagem de temáticas críticas de negócios de impacto, junto com os negócios incubados. E já desenvolvem várias iniciativas com o objetivo de sensibilizar a sociedade”, conclui Fernanda.

 

Fonte: ICE

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